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Desde a sua abertura no dia 3 de abril, na qual se reuniram cerca de 200 pessoas, até a última exibição de filmes, hoje às 17h30, na Sala Walter da Silveira, a Mostra Possíveis Sexualidades foi muito bem recebida pelo público de Salvador.
Nos dias 4 e 5 de abril, as duas mesas de discussão realizadas no auditório do Instituto Cervantes envolveram aproximadamente 100 pessoas em discussões sobre o rótulo cinema gay e sobre a obra do escritor Caio Fernando Abreu.
Seja durante a exibição de longas espanhóis mais antigos, de documentários ou de obras inéditas em Salvador, como Onde andará Dulce Veiga e XXY, as salas de cinema que integraram a Mostra se mantiveram movimentadas. O que comprova o êxito da proposta do evento: reunir filmes que representam vivências diversificadas da sexualidade.
“Me surpreendi muito com a receptividade do público, que foi maior do que o previsto. Percebemos que há uma demanda na cidade por esse tipo de filme”, afirma a organizadora da Mostra Mariana Gomes. E complementa: “Tudo isso deu um fôlego para que o projeto siga adiante e até assuma um formato maior”.
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Os diretores de Bombadeira e Sim, eu sou uma delas, produções baianas que integram a programação da Mostra Possíveis Sexualidades, estarão presentes na exibição dos filmes, que acontece nessa quinta-feira, 10 de abril, na Sala de Arte da UFBA (Canela), às 18h30.
Já o curta-metragem Sim, eu sou uma delas, representa o esforço dos jornalistas Eduardo Scaldaferri e Carolina Mendonça em contestar o preconceito contra a homossexualidade. Na obra, sete mulheres lésbicas falam sobre suas experiências de vida. Além delas, jornalistas, professores e representantes de movimentos gays da Bahia opinam sobre preconceito, discriminação, união civil, adoção, militância e relações familiares.
A Mostra também exibe Ocaña, retrat intermitent hoje, às 16 horas, no Instituto Cervantes e o documentário Questão de gênero, às 20h30, na Sala de Arte do Museu Geológico.
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A história de Nico e Dani, personagens principais do filme Krámpack, será exibida na Sala de Arte da UFBA hoje, às 18h30. O filme retrata o desenvolvimento da sexualidade na adolescência e os caminhos percorridos pelo desejo, que não são necessariamente heterossexuais.
A programação de hoje da Mostra também inclui a exibição do filme Los Placeres Ocultos no Instituto Cervantes, às 16 horas. No longa de Eloy de la Iglesia, Eduardo é um diretor de banco que sempre se aproveitou da sua condição social para seduzir garotos, mas acaba se apaixonando por um estudante heterossexual.
Sévigné, único longa ficcional integrante da Mostra que fala sobre desejo entre mulheres, pode ser visto na Sala de Arte do Museu Geológico, às 20h30.
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Os filmes baianos Bombadeira e Sim, eu sou uma delas estréiam hoje na Mostra Possíveis Sexualidades, no Instituto Cervantes (Ladeira da Barra), às 16 horas. Através de ricos depoimentos de travestis de Salvador, Luís Carlos de Alencar mostra o cotidiano delas, suas preocupações e ambições.
Em Sim, eu sou uma delas, Eduardo Scaldaferri e Carolina Mendonça realizam o meritoso trabalho de retirar a comunidade lésbica da invisibilidade.
A Sala de Arte da UFBA (Canela) exibe Sévigné, às 18h30. O filme de Marta Balletbò-Coll conta a história de uma prestigiada diretora teatral que, ao decidir pôr em cena uma obra sobre a escritora francesa Madame de Sévigné, transforma sua vida em um turbilhão de dúvidas.
Última oportunidade de ver XXY, o aclamadíssimo filme da argentina Lucía Puenzo, na Sala de Arte do Museu Geológico da Bahia, às 20h30.
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Krámpack (2000), a obra do cineasta espanhol Cesc Gay que tematiza as descobertas da sexualidade na adolescência, estréia hoje na Mostra Possíveis Sexualidades. A exibição será às 20h30, na Sala de Arte do Museu Geológico da Bahia.
Além disso, o filme A Lei do desejo (1986), de Pedro Almodóvar, pode ser visto no Instituto Cervantes (Ladeira da Barra), às 16 horas. O longa fala sobre o desejo que envolve Pablo, Tina e Antônio, respectivamente um diretor de cinema gay, uma atriz transexual e um homem possessivo e controlador que se envolve com os dois.
Na Sala de Arte da UFBA (Canela), às 18h30, será exibido Ocaña, retrat intermitent (1978). Considera-se que, com esse filme, se inicia uma época de livre discussão sobre a sexualidade na Espanha.
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Hoje a Mostra Possíveis Sexualidades se inicia com a exibição de Filhote (2004), do diretor espanhol Miguel Albaladejo, no Instituto Cervantes, às 16 horas. No filme, o cineasta expõe os “ursos”, comunidade homossexual que contesta o estereótipo do gay musculoso e se orgulha das formas mais avantajadas. Pedro, urso assumido, é o personagem principal da trama e se vê obrigado a modificar seu ritmo de vida por causa da visita demorada do sobrinho de 9 anos.
Los placeres ocultos (1977) será exibido na Sala de Arte da UFBA, às 18h30. O filme de Eloy de la Iglesia é uma das primeiras produções a tratar explícitamente de um tema gay na Espanha. Quem não assistiu a estréia de Onde andará Dulce Veiga?, na última sexta-feira, ainda tem chance de ver o filme hoje, às 20h30, na Sala de Arte do Museu Geológico.
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Depois de encher de expectadores a Sala de Arte do Museu Geológico para a estréia do seu filme Onde andará Dulce Veiga?, o cineasta paulista Guilherme de Almeida Prado estará presente no debate O cinema e a obra de Caio Fernando Abreu: possíveis interseções, que acontece hoje, às 16 horas, no Instituto Cervantes. A mesa de discussão também contará com a presença de Leandro Colling, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA, e de Állex Leilla, doutora em Literatura Comparada pela UFMG.
Guilherme de Almeida Prado, autor de obras como Flor do desejo (1984) e As taras de todos nós (1981), foi premiado no Festival de Gramado com a produção A Dama do cine Shangai (1988). Em 2002, seu roteiro Onde andará Dulce Veiga? – baseado no romance de Caio Fernando Abreu – foi selecionado para o VI Laboratório de Roteiros Sundance no Brasil. O filme inspirado na obra do escritor gaúcho será exibido na Mostra mais uma vez no domingo (06.04), às 20h30, na Sala de Arte do Museu Geológico.
Hoje a Mostra Possiveis Sexualidades exibe o documentário Uma questão de gênero, às 18h30, na Sala de Arte da UFBA (Canela). No filme de Rodrigo Najar, através dos depoimentos de sete transexuais com idades entre 19 e 37 anos, a questão da transexualidade se desdobra em diversos aspectos enfrentados por essas pessoas no cotidiano. Dentre eles, a aceitação familiar e social, dificuldades de alteração do nome e do sexo em registros civis e cirurgia de redefinição.
E XXY, longa de autoria da argentina Lucía Puenzo, estréia em Salvador, às 20h30, na Sala de Arte do Museu Geológico. Nele, Alex nasce com características sexuais masculinas e femininas e seus pais decidem esperar a chegada da adolescência para que ele/ela opte por um dos dois sexos. Os ingressos custam R$4.
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Hoje, as atividades da 1ª Mostra Possíveis Sexualidades se iniciam com a mesa de discussão Por que cinema gay? – Alternativas além do rótulo, que ocorre no Instituto Cervantes, às 16 horas. Além do aclamado diretor espanhol Miguel Albaladejo, estarão presentes no debate o professor da UFRJ Denilson Lopes e o curador e co-idealizador da Mostra Rodrigo Barreto.
Autor de O homem que amava rapazes e outros ensaios, Denílson Lopes, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, lançará o livro A Delicadeza: Estética, Experiência e Paisagens, às 17h30, no mesmo local.
Diferente, filme do diretor espanhol Luis Maria Delgado, será exibido na Sala de Arte da UFBA (Canela), às 18h30. A obra é um marco. Lançada em 1961, faz alusões veladas à homossexualidade em plena ditadura de Franco.
E por fim, mas não menos importante, a Mostra inaugura a exibição de Onde andará Dulce Veiga? em Salvador. O filme do paulista Guilherme de Almeida Prado é baseado no romance de Caio Fernando Abreu e será exibido às 20h30, na Sala de Arte do Museu Geológico da Bahia.
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Cerca de 200 pessoas participaram da abertura da Mostra Possíveis Sexualidades, que contou com o lançamento da exposição Boneca sai da caixa. Realizado pelo Laboratório de Fotografia de Comunicação da UFBA, o registro é composto de imagens produzidas em estúdio durante a Parada gay de 2007.
Durante a breve cerimônia de abertura, se pronunciaram Rodrigo Barreto, o curador da Mostra, Marcelo Sá, sócio do circuito SALADEARTE, e Luis Moratinos, diretor do Instituto Cervantes.
Dentre os presentes, estavam o antropólogo Luis Mott, o ativista Marcelo Cerqueira, o diretor do Irdeb Póla Ribeiro, José Mamede, o curador da exposição Boneca sai da caixa, e os autores das fotos que a integram, o cineasta espanhol Miguel Albaladejo e Eduardo Scaldaferri e Carolina Mendonça, os criadores do curta Sim, eu sou uma delas, que será exibido na Mostra.
O coquetel terminou com a performance de Valerie O’Hara.
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Retratar diversas manifestações sexuais, englobando diferentes momentos da vida. Seguindo essa proposta, a Mostra Possíveis Sexualidades inclui em sua programação o filme Krámpack, obra que representa com sensibilidade o turbilhão de mudanças físicas e comportamentais que é a adolescência.
Em Krámpack (2000), com bom humor e sem moralismo, o diretor espanhol Cesc Gay conta a história de Dani e Nico, dois garotos de 17 anos. Amigos desde a infância, eles têm a oportunidade de passar o verão em uma casa de praia sem a companhia dos pais. Os dias de liberdade e a experimentação adolescente conduzem os dois à descoberta das diferenças em suas orientações sexuais.
A Mostra Possíveis Sexualidades reunirá longas de ficção e documentários produzidos na Espanha, Brasil e Argentina. Os filmes serão exibidos no Instituto Cervantes, no circuito SALADEARTE (UFBA e Museu Geológico da Vitória) e na Sala Walter da Silveira (Barris).
Dias e horários de exibição:
Krámpack
07 de abril, às 20h30, na Sala de Arte do Museu Geológico.
09 de abril, às 18h30, na Sala de Arte da UFBA (Canela).


